Preparando nossa viagem para a floresta amazônica e um pouco de Manaus

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Em março desse ano, eu e a Jessica voamos para Manaus e usamos a cidade como base para explorar a floresta amazônica. Não foi uma decisão fácil, pois a floresta é imensa e pode ser explorada a partir de diversos pontos.
O território da floresta faz parte de nove países. A maioria dela pertence ao Brasil, com 60% da floresta, seguida do Peru com 13%, Colômbia com 10%, e outras partes menores para Venezuela, Equador, Bolivia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Por causa disso não foi fácil decidir por onde começar, mas como nossa base seria definitivamente no Brasil, nossas opções basicamente se limitaram a Manaus, Santarém, Belém ou Porto Velho.

Há alguns anos li sobre essa incrível viagem de barco saindo de Porto Velho com destino a Manaus. É, basicamente, a única opção que os habitantes dessas cidades tem, uma vez que as estradas são terríveis e vôos muito caros. Seria uma viagem incrível, mas ela pode durar até 5 dias, e não existem datas fixas para saída dos barcos, então você pode acabar tendo que ficar mais tempo em Porto Velho esperando pela saída do barco. Acontece que a Jessica tinha apenas 3 semanas no Brasil, e nós queríamos ver um pouquinho de tudo. Então decidimos passar 7 dias explorando a floresta amazônica, e deixamos a ideia do barco pra trás, pois queriamos fazer diversas atividades. Com certeza voltarei para fazer essa viagem de barco, provavelmente apenas parando em Manaus para pegar um outro barco para Santarém, e depois outro para Belém. Essa é com certeza uma viagem incrível, passando tantos dias em contato com habitantes da região, e espero ter tempo para fazer essa viagem um dia.

Jantar com uma família ribeirinha

Também quero voltar para a amazônia para passar mais tempo com o povo de lá. Pessoas tão incriveis e simples. Essa foto foi tirada durante o jantar com uma família ribeirinha que nos recebeu por um noite. Aprendemos como eles cultivam mandioca e outras coisas sobre a vida deles.

Mas vamos voltar a nossa viagem. Sabendo que não teriamos muito tempo na região, a melhor ideia seria encontrar uma agência que ofereça “passeios” na região. Ficamos animados com a ideia de visitar Manaus, uma cidade “grande” no meio da floresta amazônica, então decidimos usar Manaus como nossa base.
Ouvimos sobre diversas coisas para se fazer na região por conta própria, mas de novo, não tinhamos muito tempo por lá, e decidimos procurar uma agência que nos levasse ao redor. Se você estiver procurando por agências com base em Manaus, vai perceber que a maioria delas oferecem pacotes parecidos. As atividades são quase as mesmas, mas o que pode tornar sua experiência diferente será o quão longe e em que direção você estará seguindo a partir de Manaus.

Procurar jacarés a noite é um dos pontos altos do passeio.

Procurar jacarés a noite é um dos pontos altos do passeio.

Conversamos com diversas agências e no final decidimos pela Iguana Turismo, naquela época eles ofereciam uma boa promoção em conjunto com GOL Backpackers e ganhamos duas noites de graça por ter fechado o “Pacote de sobrevivência“.

Eles nos levariam até a reserva do Juma, as margens do rio Juma. E é aqui que sua experiencia pode ser diferente. Primeiramente, a reserva do Juma está localizada ao sul de Manaus, uns 70km numa linha reta. Ao explorar a floresta amazônica ao sul de Manaus, você terá uma melhor experiência no quesito vida aquatica, especialmente se for durante a época de chuvas. Como essa região é inundada pelos rios, é difícil de encontrar onças, por exemplo. Então se esse for o tipo de experiência que você está procurando, talvez você deveria ir ao norte de Manaus, e terá melhores chances de encontrar tal tipo de vida animal.

Distância entre Manaus e reserva do JumaDistance between Manaus and Juma Lake

Distância entre Manaus e reserva do Juma

Em segundo lugar, a reserva do Juma não é tão longe assim de Manaus. Sim, é difícil de chegar: você terá que pegar dois barcos, dirigir por mais de 40 minutos em estradas ruins, mas quando chegar lá, poderá ver as luzes de Manaus à noite. Não deixa de ser um lugar muito tranquilo, sem sinal algum de telefone ou internet, entretando já existe muito barulho, luz e pessoas para os animais e não é tão fácil de encontrá-los. Conseguimos ver jacarés, golfinhos, botos, macacos, muitos pássaros e até uma preguiça. Mesmo que tenha sido bastante pra gente (apesar que apenas os jacarés, golfinhos e botos estiveram próximos da gente), nosso guia disse
que não é nem próximo do que poderíamos ver em lugares mais isolados na floresta, e mesmo lá, mas décadas atrás.

Selfie com nosso guia e com parte do grupo com quem exploramos a floresta amazônica.

O guia e eu éramos os únicos brasileiros num grupo com uma australiana, portugueses, franceses e alemães.

Finalmente, você deve manter na cabeça que essas agências que não te levarão muito longe de Manaus, e são mais baratas que outras, terão mais pessoas viajando com elas. Nós éramos os únicos que tinham fechado o “pacote de sobrevivência”, mas fizemos a maior parte das atividades com outras pessoas que tinham fechado pacotes diferentes que incluíam uma ou mais atividades que estavam todas inclusas no nosso pacote. Foi legal ter encontrado tantas pessoas diferentes e nos divertimos muito com todos, mas algumas atividades precisam ser feitas em silêncio, para que se tenha uma possibilidade maior de encontrar animais, e você pode imaginar que quanto maior o grupo, mais barulhento ele é. Sentimos que as vezes poderíamos ter aproveitado mais se estivéssemos em silêncio para ver mais animais.

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A única atividade que fizemos sozinhos. Canoamos tranquilamente por rios estreitos e lagoas, e bem estando bem sileciosos conseguimos ver macacos, belos pássaros, botos e golfinhos.

Então pergunte o máximo que puder para a agência que você estiver pensando em fechar seu pacote, para que você não crie expectativas e depois se fruste com o que realmente é possível ver. Nós amamos nossa experiência, ficamos muito impressionados com tudo que vimos e não mudaria nada se tivesse que fazer isso de novo

Aqui está a lista de atividades que estavam inclusas no nosso “pacote de sobrevivência” que eu escreverei mais nos próximos posts:
Viagem de barco cruzando o encontro das águas (junção do rio negro com o solimões), canoar, observar botos/golfinhos/pássaros/macacos/tarântula (muito difícil de encontrar), pescar piranhas, procurar jacarés, caminhada no meio da floresta, vista a casa de familia para aprender sobre a vida deles e como eles cultivam mandioca, dormir (em redes) na casa de família, dormir (em redes) na floresta e caminhada na floresta para aprender sobre o processo de extração de borracha e ver como era feito anos atrás. Também tínhamos pesca submarina no nosso pacote, mas por causa da forte chuva, não conseguimos fazer.

Manaus

Nós passamos dois dias lá, e honestamente, não tem muito pra se fazer ou ver. Nosso hostel ficava ao lado da praça principal, onde você encontrará o incrível teatro Amazonas. É uma construção impressionante que mostra quão rica a cidade foi na época da exploração de borracha.

O belo Teatro Amazonas

O belo Teatro Amazonas

Essa praça é muito legal a noite, onde as pessoas se reunem para beber ou comer. Tinha até um festival de cinema, com filmes sendo apresentados ao ar livre na praça.

Praça principal de Manaus a noite

Praça principal de Manaus a noite.

Também ouvimos falar de um mercado próximo ao porto, que parecia ser bem legal, mas não conseguímos visitar porque estava chovendo muito forte no tempo livre que tivemos.

Palácio da Justiça que fica atrás do Teatro Amazonas.

Palácio da Justiça que fica atrás do Teatro Amazonas.

Comer

Encontramos dois lugares bem legais pra comer. O primeiro foi a Skina dos sucos, onde você pode tomar sucos maravilhosos de frutas que mesmo eu, sendo brasileiro, nunca tinha ouvido falar. Algumas delas são muito boas, outras com um gosto meio estranho/diferente, mas acho que depende do gosto de cada um. A Jessica gosto de alguns que eu não gostei e vice-versa. É uma parada “obrigatória”. Eles também servem salgados, lanches e um delicioso açai.

O outro lugar eu encontrei em um site que eu amo e você deveria usá-lo para procurar bons lugares para comer no Brasil. O nome do restaurante é Peixaria Gabinete Jokka Loureiro. Nós comemos um peixe maravilhoso lá, com uma bela vista para o rio negro. A comida tava tão boa que nem lembramos de tirar fotos, mas você pode ver o prato no link que compartilhei, a gente comeu o mesmo que eles.

Bom, espero que possa ter ajudado um pouco caso você esteja preparando sua viagem para a floresta amazônica ou Manaus.

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