Hitchhiking: from Dresden to Prague

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Dresden was a surprise on my itinerary. I hadn’t planed on going there in the beginning, but after being told good things about there by several people I started to think more about going there. There’s no need to speak much to convince me to go somewhere new, and as soon as I realized that Dresden was on my way from Berlin to Prague, I decided to make a quick stop.
I arrived in Dresden with no place to stay, thus I posted on a “last minute request” group on Couchsurfing, and while wandering around the city, one guy answered my request. He told me he would be busy with a meeting on his house and wouldn’t be able to give much attention, but I would have a place to sleep. It turned out he didn’t have time at all and I only slept there. If the famous “couchsurfing experience” didn’t happen, at least his house was close to the spot I wanted to hitchhike to Prague. I don’t mind walking a lot, in fact it’s my favourite way of visiting a city, so with the sun shining on my back, I walked for nearly one hour and a half to get to that spot I wanted.

State Ministry of Finance, Dresden (Sächsisches Staatsministerium der Finanzen)

State Ministry of Finance, Dresden (Sächsisches Staatsministerium der Finanzen)

I hope you also don’t need much to visit Dresden, as it’s an amazing small and charming city with beautiful monuments. I want to go back there one day to enjoy the night-life (I’ve heard it’s great) and to explore it’s surroundings.

From Dresden to Prague

By that time I already had some experience hitchhiking, so my idea was to try a long lift for about 30 minutes and if there was no sign that someone was going there, I’d try short lifts. Therefore, I putted on a sing to Prague and my thumbs up on the road. After waiting with no sign that somebody was actually going to Prague, I’ve change my sign to Pirna, even thought it wasn’t my intention to go there. My idea was to get a lift with somebody going o Pirna so they could drop me off on a service station on the road to Pirna. This service station was only 15 minutes away by foot from where I was, but it’s forbidden to walk along a motorway in Germany, so I figured it would be easy to get a lift until there, and from there I would certainly get a lift to Prague.

Best hitchhiking spot in Dresden

Best hitchhiking spot in Dresden

Less then 15 minutes after I changed my sign, a guy stopped and agreed on dropping me off on the service station. I got into his car and we started talking, even though the service station was less then 5 minutes away. Perhaps that I was my mistake, ’cause while talking he overtook a truck right in front of the service station’s exit and we miss it.
He apologized for that and told me he would drop me off on the next service station. The problem was that there wasn’t any other service station before the exit to Pirna, and he couldn’t let me on the road, as the only lift I would get there would be from a police officer.

Once in Pirna I had two options, either take smaller roads until the Czech Republic and once there try to get to Prague, or go back to Dresden and try again. I decided that’d be easier to get back to Dresden, as there I would get more traffic going to Prague. Thus I putted back on my sign to Dresden and in less then five minutes I guy stopped. He didn’t speak any English though, so after some miming he got that I wanted to go to Dresden and from there to Prague. What he didn’t get is that I wanted to go back to the spot I started, and just like that we drove around there and he didn’t stop. He ended up dropping me off near my host’s house, letting me again one hour away by foot from where I wanted to be.
So there I was, walking back to that spot. I thought that this time I wouldn’t wait for sucha short lift, I would take the risks and walk along the motorway. I thought I wouldn’t be so unlucky to find a police office on my way.

I wasn’t unlucky indeed, and nothing happened during this short walk. And as I approached the service station, I saw a car driving in. I told myself: “This is gonna be the car that will get me to Prague.”.
Once in the service station, I saw a guy standing right beside that car I had just seen, smoking his cigarette. I walked by and asked if he was going in Prague’s direction. He told me would pass around Prague, and that he could drop me off somewhere around there.
I was fucking happy, we got inside his car and he told me: “I never give lifts. I saw you walking along the motorway and when I saw you coming to me, I thought: “It’s not gonna be today that I will give one lift.”. But you came and started speaking English and then I changed my mind. I’ve been studying English and my teacher will be very happy to know that I’ve practise English for almost 2 hours.”
We took off, driving over 200 km/h in his Volvo. I had never been in a car that fast and it was a bit scary in the beginning, but after I short while you get used to it. The strange part was when we reached Czech Republic’s border and suddenly we were driving around 80 km/h. It seemed as if I was walking again!!!

That’s the sort of things that can happen to you when hitchhiking 😀

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Carona: de Dresden até Praga

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Dresden foi uma supresa no meu itinerário. Não tinha planejado passar por lá no começo, mas algumas pessoas me disseram boas coisas sobre lá e comecei a pensar mais sobre isso.
Não é preciso muito para me convencer a ir a um lugar novo, e assim que notei que Dresden estava no caminho entre Berlin e Praga (o trajeto que tinha pensado inicialmente), decidi que deveria parar lá.
Cheguei em Dresden sem lugar para ficar, então a alternativa foi postar no grupo de pedidos urgentes no Couchsurfing, e enquanto eu andava por essa bela cidade um cara respondeu meu pedido. Me disse que estaria ocupado com uma reunião na sua casa e não poderia me dar muita atenção, mas que eu teria um lugar pra passar a noite.
Acabou que ele não teve tempo algum e realmente apenas dormi lá. Se a famosa “experiência couchsurfing” não pode acontecer, pelo menos a casa dele ficava próxima do lugar onde eu queria (mapa) ir para pegar carona pra Praga. Eu não ligo de andar bastante, na verdade é a minha forma favorita de conhecer uma cidade, então aproveitei o dia ensolarado e andei por pouco mais de uma hora e meia pra chegar ao melhor ponto para caronas entre Dresden e Praga.

Ministério de Estado da Fazenda, Dresden (Sächsisches Staatsministerium der Finanzen)

Ministério de Estado da Fazenda, Dresden (Sächsisches Staatsministerium der Finanzen)

Espero não precisar de muito para convencer vocês a visitarem Dresden também, uma cidade com lindos monumentos, pequena e encantadora. Pretendo voltar lá para curtir mais a vida noturna (ouvi dizer que é ótima) e pra explorar os arredores.

De Dresden até Praga

Já com alguma experiência pedindo caronas, minha tática é a de tentar uma carona longa por no máximo 30 minutos, e se não funcionar, parto para as caronas curtas. Assim sendo, coloquei uma placa pra Praga e meu dedão na estrada. 30 minutos se passaram e mudei a placa para Pirna, mesmo não sendo a minha intenção chegar lá. A tática era pedir uma carona para Pirna e conseguir chegar a um posto de serviço que fica na estrada a 15 minutos andando de onde eu estava. Poderia ter tentado ir a pé, mas é proibido andar em estradas na Alemanha então decidi não arriscar, seria mais fácil conseguir uma carona, e lá, esperar por uma carona longa.

Melhor ponto pra pegar carona pra Praga, em Dresden.

Melhor ponto pra pegar carona pra Praga, em Dresden.

Menos de 15 minutos depois de ter mudado a placa para Pirna, um cara parou e disse que poderia me deixar no posto de serviço. Entrei no carro e começamos a conversar, mesmo eu sabendo que a saída pro posto de serviço chegaria em menos de 5 minutos. Talvez esse tenha sido meu erro, pois enquanto conversavamos, ele ultrapassou um caminhão no momento que deveria pegar a saída, e acabamos perdendo ela.
Ele me pediu desculpas e disse que me deixaria na próxima. O problema é que não havia outra antes de Pirna, e ele precisava pegar a saída pra lá. Ele não podia me deixar ali na estrada, pois a única carona que eu conseguiria seria da policia.

Fomos para Pirna, e chegando lá eu tinha duas opções, continuar por Pirna e pegar estradas diferentes e menores até chegar na República Tcheca e de lá tentar algo até Praga, mas eu não sabia nada sobre essas estradas e decidi que era melhor voltar pra Dresden e continuar naquele ponto, aquela era a maior estrada na direção de Praga.

Assim encontrei minha placa para Dresden e em menos de 5 minutos um cara parou. O problema é que o alemão não falava uma palavra em inglês, e na base da mimica consegui explicar que eu queria ir pra Dresden, mas se era possível ele me deixar no ponto que eu queria, próxima a estrada pra Praga. Acontece que ele não me entendeu bem, e não quis parar quando passamos por esse ponto, me deixando em Dresden, mais ou menos próximo a casa do meu anfitrião no couchsurfing.
Bom, lá fui eu andando mais uma hora até o ponto que eu queria. Mas chegando lá, decidi que iria arriscar e andaria até esse posto de serviço. Afinal seriam menos de 15 minutos de caminhada pra alguém que já tinha andado mais de 2 horas naquele dia, e eu não seria tão azarado de passar um carro da polícia durante esses 15 minutos.

Vi um carro entrando no posto de serviço quando eu estava quase chegando lá, e disse pra mim mesmo: “Esse é o carro que vai me levar pra Praga.”.
Chegando no posto, vi o cara parado ao lado do carro dele, fumando um cigarro. Cheguei e perguntei se ele estava indo na direção de Praga e se poderia me dar uma carona. Ele me disse que passaria nos arredores de Praga, e que poderia me deixar por lá.
Fiquei feliz pra caramba, entramos no carro e ele me disse: “Eu nunca dou caronas, e quando vi você chegando, pensei comigo mesmo: “Não será hoje.”. Mas você chegou e começou a falar inglês e aí mudei de ideia. Estou estudando inglês e preciso praticar mais, minha professora vai ficar muito feliz em saber que falei em inglês por quase 2 horas.”
E assim fomos, a mais de 200 km/h em seu Volvo. Eu nunca tinha andando de carro numa velocidade dessa e foi um pouco assustador no começo, mas depois de algum tempo você acostuma. Estranho foi chegar a fronteira com a República Tcheca e passar 80 km/h de uma hora pra outra. Parecia que estavamos indo a pé!!!

Esse é o tipo de coisa que pode acontecer quando você está pega carona 😀

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Travelling to non touristy places: Bradford

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There’s something special about going to places where tourists usually don’t go and I discovered that while travelling to the snowy Bradford in mid-February. Before getting there, most of people I had met would tell me: “Why are you going there? There’s nothing to see, nothing to do.”. Well, they were wrong.

Snowy Bradford

Snowy Bradford

But I’ll be honest, there was something I wanted to see in Bradford. I am a football fan (not fanatic, at least not anymore) and I really wanted to visit the local team’s stadium. By that time, it’d be a fantastic opportunity as the usually terrible team (they are playing in the 4th division in England) were in an important final cup, had beaten first league teams on their way to the final. Ok, enough with the football fan bla bla bla, let’s get to the points.

Visiting Bradford

So I got there, I visited the store (couldn’t by a jersey due the “final cup” situation, the stock was gone) and then I tried to visit the stadium. I got to the reception and I was told that the “guide” wasn’t there, someone in his family was sick. But if I wanted, I could get inside by myself and see whatever I wanted to see. It was ok for me, not having to pay to get inside and no crowds annoying my experience. If someone had told me two years ago that one day I’d be there, I’d say they were crazy. But there I was, completely amazed.

Bradford Stadium

Bradford Stadium

When I was leaving, the guy asked me if I liked what I’d seen. Of course I had and we started to talk. He asked me where I was from and a really surprised “what are you doing here?” when I answered: Brazil. It was funny talking to the father of the president of the team. Very nice guy, he gave me one of the player’s internal magazine and showed me the original letter that Dalai Lama had sent them. He would ask all the staff who were passing through “You can’t imagine where this guy came from. So guess?”. Most would say Australian. Anyway, I spent almost an hour talking to him, and I think I could write a post just about it (remind me to do it one day).

Dalai Lama's letter

Dalai Lama’s letter

Meeting people

So now what? I had nothing to see. And that’s when things get more interesting. You’ve got no pressure when visiting a place like that. You don’t have to rush trying to think about the places you can’t miss, the places you’ve got to take a picture so to show to your friends and family, no need to buy little souvenirs (I never do it anyway). So I just wandered around, taking a few shots, enjoying the cool breeze, and slowly making my way to my couchsurfing host’s house. Getting a bit lost in a city like that is fun and I’d seen a couple of interesting things, and one was a book shop inside of a old church. Really nice.

Old church that became a book shop

Old church that became a book shop

But the coolest thing that happened in Bradford, was having met Nina, my couchsurfing host. When getting to her house I wasn’t enjoying the cool breeze anymore and just wanted to get into a warm place. Plus, I was looking forward to finally meet Nina after talking by messages. She seemed to be really nice. And she was. She welcomed me with a delicious cup of tea and introduced me to her flatmate. Then she told me that the central heating had just broken and that the landlord would send someone to get it fixed, but till then, we’d have to do it with a small electric heating. It was more than enough and the living room as so cosy and warm that I could have stayed there the whole day.

Park close to Nina's house

Park close to Nina’s house

Nina and her flatmate are probably the kindest people I’ve ever meet. Really. Was so nice to talk to them, and so easy (I’m not a native English speaker as you’ve probably realised so far, and it’s much easier to understand British than Irish speaking), specially her flatmate who would speak so slowly and gently.

Later on, Nina invited me to go to a “neighbourhood//friend’s party” which they organize every Monday. That one would be at the house next door, so we wouldn’t have to commute in the cold to get somewhere. I promptly accepted. There were about 20 people in the house, I guess, and I don’t think I’ve ever been to a place with so many kind people together. I was a strange there and everybody treated me so well. Got talking with a German guy who was studying in Bradford, with some of Nina’s friends and then with Lavinia. She heard me talking about hitchhiking and told me that she’d done it already. Very interesting girl, told me that she lived in France and I was amazed by what she’d done there. We kept talking and I couldn’t believe when she told me she once went to Tibet. By that time I had , and still have, this fixed idea about going to Tibet. If I had to do a “To-do list” this would be the first thing. I wish I had spent more time seating there on the floor talking to her.

Oh, and it was one of Nina’s friends birthday, so after a delicious vegetarian dinner, we sang Happy Birthday to him, plus, a really funny dance that they do when is someone’s birthday. (I can’t remember the “lyrics” but I’m messaging her and will ask about it haha).

It was so nice and when I finally went back home, the central heating was fixed and I slept like a baby in one of the best “couches” ever. The couchsurfing experience was amazing and the couch was really comfortable (maybe better than my bed.).

Yeah, things happen for a reason, I don’t think I was lucky to have chosen Nina (and Nina chosen me) among other people to stay with. And then not only Nina but also her friends. I’m so glad I went to Bradford and remember clearly not wanting to leave and wishing I could be in situation like that one more often.

What about you? Have you ever been in a situation like this, being a strange in a small/non touristy place?

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Viajando para lugares não turísticos: Bradford

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Tem algo especial em visitar lugares onde turistas geralmente não vão e eu descobri isso enquanto eu viajava por uma Bradford cheia de neve no meio de Fevereiro. Antes de chegar, muitas pessoas me diziam: “Por que você está indo para Bradford? Não tem nada pra fazer lá, nada para ver.”. Bom, elas estavam erradas.

Bradford debaixo de neve

Bradford debaixo de neve

Para ser honesto, tinha algo que eu queria ver em Bradford. Eu sou fã de futebol (não fanático, pelo menos não há algum tempo) e eu queria muito visitar o estádio do time local. Naquela época seria a oportunidade perfeita, pois o geralmente péssimo time (jogam a 4° divisão da Inglaterra) tinha chegado a final da Copa Inglesa, batendo clubes da primeira divisão no caminho para final. Ok, chega com o papo chato de fã de futebol e de volta ao que importa.

Visitando Bradford

Chegando no estádio do Bradford, visite a loja oficial (não consegui comprar a camisa, pois devido a atual situação do time, já não havia mais nada no estoque) e então tentei visitar o estádio. Quando cheguei na recepção me disseram que o “guia” não estava lá, alguém na sua família estava doente e ele não foi trabalhar. Mas, se eu quisesse, poderia entrar por minha conta e visitá-lo sozinho. Pra mim seria perfeito, não teria que pagar para entrar e teria o lugar só para mim. Se alguém tivesse me dito há dois anos que eu estaria ali um dia, eu teria dito que essa pessoa era louca. Mas lá estava eu, completamente maravilhado.

Estádio do Bradford

Estádio do Bradford

Quando eu estava pra sair do estádio, o senhor na recepção me perguntou se eu tinha gostado do que vi. Claro que eu tinha, e logo começamos a conversar. Ele me perguntou de onde eu era, e quando eu disse que era brasileiro ele ficou surpreso: “O que você está fazendo em Bradford?”. Foi divertido ter conversado com ele, que é o pai do presidente do time. Cara simpático, me deu uma revista que deveria ir para um dos jogadores a me mostrou a carta original que o Dalai Lama havia enviado a eles. Foi engraçado como ele perguntava pra todo mundo que passava “Adivinha de onde esse cara aqui é?”. A maioria dizia que eu parecia Australiano. Passei quase uma hora ali conversando com ele, e acho que poderia escrever um post só sobre isso (lembrar de fazer isso um dia).

Carta do Dalai Lama

Carta do Dalai Lama

E agora o que? Não tinha mais nada pra ver. E é aí que as coisas ficam mais interessantes. Você não tem pressão alguma quando está visitando um lugar como esse. Não precisa correr tentando pensar em todos os lugares que você não pode perder, os lugares que você precisa tirar uma foto para mostrar para familia e amigos, não precisa comprar pequenos presentes (nunca faço isso mesmo). Então eu apenas andei por lá, tirando algumas fotos, curtindo a brisa fresca e caminhei lentamente em direção à casa da minha anfitriã no couchsurfing. Se “perder” em uma cidade como Bradford é divertido e vi alguns lugares interessantes. O que mais me chamou atenção foi uma livraria dentro de uma antiga igreja. Muito bonita.

Antiga igreja que virou uma livraria.

Antiga igreja que virou uma livraria.

Encontrando pessoas

A coisa mais legal que aconteceu em Bradford foi ter conhecido Nina, minha anfitriã no couchsurfing. Ao chegar perto da casa dela eu já não estava mais curtindo tanto aquele brisa fresca e só queria entrar em algum lugar quente. E também, estava ansioso para encontra-la depois de tanto ter conversado por mensagens. Ela parecia ser muito legal. E realmente era. Me recebeu com uma deliciosa xícara de chá e me apresentou ao seu colega de casa. Então me disse que o aquecimento central tinha acabado de quebrar e que a imobiliaria estava pra mandar alguém pra arrumar, mas enquanto isso teríamos que nos virar com um pequeno aquecedor elétrico. Foi mais do que o suficiente e a sala de estar estava tão quentinha e acolhedora que eu poderia ter ficado lá pelo resto do dia.

Parque próximo a casa da Nina

Parque próximo a casa da Nina

Nina e seu colega de casa são provavelmente as pessoas mais gentis que eu já conheci. Mesmo. Foi muito agradável conversar com eles, e tão fácil (muito mais fácil falar inglês com britânicos do que com irlandeses), especialmente seu colega de casa, que falava sempre muito devagar e gentilmente.

Mais tarde, Nina me convidou para uma festa de amigos/vizinhos/comunidade que é organizada toda segunda-feira. Essa seria na casa do vizinho, então não precisariamos cruzar a cidade naquele frio. Eu topei na hora. Tinha por volta de 20 pessoas lá, e acho que nunca estive em um lugar com tantas pessoas gentis. Eu era o estranho lá e todos me trataram super bem. Conversei com um alemão que estava estudando em Bradford, com outros amigos da Nina e então com Lavinia. Ela me ouviu falando sobre pegar carona e me disse que já havia feito isso muitas vezes. Garota muito interessante, e me contou que havia morado na França e eu fiquei impressionado com o que ela havia feito lá. Então ela me disse que tinha ido ao Tibet e eu não podia acreditar. Naquela época, e até agora, eu tenho essa ideia fixa de ir ao Tibet. Se eu tivesse que fazer uma lista de coisas a fazer, ir ao Tibet seria a primeira da lista. Gostaria de ter passado ainda mais tempo ali no chão conversando com ela.

Ah, e aquela noite era aniversário de um dos amigos de Nina, e após um maravilhoso jantar vegetariano, cantamos “Feliz aniversário”, mais uma outra dança engraçada que eles fazem com os amigos em aniversário. (Não consigo lembrar a letra, mas já mandei uma mensagem pra ela perguntando haha)

Foi tão bom quando finalmente voltamos pra casa, o aquecimento central já tinha sido arrumado e eu dormi como um bebê em um dos melhores “sofás” de sempre. Essa experiência foi fantástica e o sofá também era bem confortável (talvez melhor que a minha própria cama).

Sim, coisas acontecem por um motivo, não acho que eu tive sorte de ter escolhido Nina (e Nina ter me escolhido) entre outras pessoas que poderia ter ficado. E não só Nina, mas também por ter conhecido seus amigos. Sou agradecido de ter ido a Bradford e sempre me lembrarei do sentimento de não querer deixar aquele lugar e desejar que eu estivesse em situações como aquela mais vezes.

E você? Já esteve em alguma situação como essa, sendo um estranho em uma cidade pequena/não turistica?

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Pegando carona pela primeira vez

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Eu sei o que a maioria das pessoas pensa sobre pedir carona: “Eu não daria carona para um estranho, ele pode tentar me roubar ou até me matar!!!” ou “Eu nunca entraria no carro de um estranho. Talvez eles parem só pra me roubar, ou pra me levar pra um lugar estranho e me matar!!!”. Ok, eu não te culpo se você pensa dessa maneira, nós vivemos numa sociedade que tenta nos assustar o tempo inteiro. Mas eu prefiro pensar que nem todo mundo nesse mundo é uma pessoa periogosa e que existe uma grande maioria de pessoas boas por aí.

Assim eu comecei a ler mais sobre hitchhiking e conversar com pessoas que já haviam feito isso. E quanto mais eu lia e conversava, mais crescia a vontade de fazer. Eu não queria ficar amarrado a horários de ônibus/trens/vôos, eu precisava ter a liberdade de decidir onde e quando eu iria seguir em frente. Eu queria ter histórias pra contar, eu queria ouvir histórias de outras pessoas e pegar carona me propiciaria isso. Imagine isso, você senta no carro e tem apenas algumas horas, talvez até menos que isso e talvez você nunca mais veja essa pessoa. E você pensa: por quê ele me deu carona? Por quê estão indo pra lá? De onde vem? (Globo Repórter feelings rs)

Pegando carona no Reino Unido

Com viagem marcada pro Reino Unido, pensei que seria uma boa oportunidade pra tentar pegar carona pela primeira vez. Infelizmente, seria uma viagem curta e com muitas paradas, então eu planejei pedir carona apenas um dia, pra ver como seria. Existe um ótimo ponto para isso em Sheffield, onde eu apenas pegaria pessoas dirigindo para Manchester e decidi que aquele era o lugar perfeito pra começar.
Eu estava couchsurfing “surfando” em Sheffield e minha anfitriã me surpreendeu dizendo que o “ponto perfeito” que eu tinha visto no hitchwiki era próximo a casa dela e que poderiamos ir andando para lá. Coincidência? Um belo de um começo, isso sim. Ellie caminhou comigo até o “ponto” e lá estava eu, placa pronta, dedão pra cima, animado por estar ali, e com um pouco de medo também.
Depois de uns minutos, alguns carros passaram e a maioria deles acenava ou retornava o sinal de positivo. Especialmente quando você já está esperando um bom tempo, esse contato com os motoristas ajuda bastante, pois te faz imaginar qual será o próximo que irá acenar e realmente parar.
Mas não foi dessa vez que tive que esperar muito, e depois de exatos 9 minutos um carro parou. Will estava dirigindo um Volkswagen azul a me disse que não iria para Manchester, mas que poderia me deixar bem próximo de lá. Nascido no País de Gales, estava voltando pra casa após passar alguns dias com sua namorada, que mora em Sheffield. Enquanto ele dirigia pelo “Snake Pass” completamente pintado de branco pela neve, me disse que costumava pedir carona quando era mais novo, e por isso, hoje tenta ajudar sempre que possível. Conversamos bastante e depois de um tempo descobrimos que ambos fomos programadores um dia (naquela época eu trabalhava na cozinha de um restaurante e ele fazia diversos trabalhos, e estava estudando HTML5 pra poder voltar pra area de TI.).

"Caminho da cobra", de Sheffield até Manchester

“Caminho da cobra”, de Sheffield até Manchester

Ele me deixou ainda mais perto de Manchester do que eu imaginava (só precisei andar por 15 minutos e estava no centro da cidade) e voltou pra sua rota original. Fiquei muito feliz que minha primeira tentativa tinha dado certo e fiquei ansioso pra fazer issso de novo. Isso me levou a uma ótima experiência pedindo carona pela Irlanda e depois ao redor da Europa. Estou agora tentando fazer isso aqui no Brasil e já consegui uma vez, acompanhado dos meus dois irmãos.

Ainda na dúvida se deveria pegar carona ou não? Leia esse post do Hitch-Hikers’s handbook [Inglês]

 

E você? Daria carona para alguém? Ou preferiria pegar uma carona?

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Hitchhiking for the first time

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I know what most people think about hitchhiking: “I don’t wanna give a lift to a total stranger, they might try to rob or even kill me!!!” or “I would never get into a stranger’s car. Maybe they’ll rob me or drive me to a strange place and kill me.” Yeah, I don’t blame you if you have the same thoughts, we live in a society that tries to scare the hell out of us. But I’d rather think that not everybody out there is a dangerous person. I like to think that there are good people out there and that they are the vast majority.

So I started reading about hitchhiking and talking with people who had already done it. The more I read and talked, the more I wanted to do it. I didn’t want to get chained to buses/trains/flights timetables, I needed the freedom to decide wherever and whenever I’d go next, I wanted to have stories to tell, I wanted to hear someone else’s stories and hitchhiking would allow me that. Imagine that, you’ll get into a car and you have only a couple of hours, maybe less than this and you might never see this person again. So you wonder: why did they pick me up? Why are they going there? Where did they come from? …

Hitchhiking in the UK

When I was about to go to the UK I thought that I could start giving it a chance there. Unfortunately it was a short trip so I planned to hitchhike only one day, in order to see how things would go. There was a really good spot in Sheffield, where I could get only drivers going to Manchester and I thought this would be the perfect place to start.

I was couchsurfing in Sheffield and my host surprised me by telling that the good spot I’d seen on hitchwiki, was located within a walking distance from her place. Coincidence? A hell of a good start. Ellie walked with me to the spot and there I was, sign ready, thumbs up, all excited to be doing it for the first time, and a bit scared, of course.

After a few minutes, some cars passed by and most of the drivers would wave to me or return the thumb up. Especially when waiting too long, it really helps when drivers interact with you, it makes you wonder which one will be the one who will communicate and actually stop.

Thankfully, I didn’t wait long this day and after exactly 9 minutes a car stopped. Will was driving a blue Volkswagen and told me that he wasn’t going to Manchester but he could drop me quite close from there. Born in Gales, Will had spent a few days with his girlfriend in Sheffield and was now heading back home. While he drove us through the Snake Pass, completely painted on white by the snow, he told me that he used to hitchhike when he was young and now he tries to help hitchhikers whenever he’s able to. We talked a lot and after a while we found out that we both were software developers once (by that time I was working as a kitchen-porter and he was working in different jobs, studying HTML5 in order to get back to IT.).

Snake Pass, from Sheffield to Manchester

Snake Pass, from Sheffield to Manchester

He dropped me even closer to Manchester than I expected ( I had to walk only 15 minutes and was in the city centre) and went back to his original route. I was very happy that my first attempt had worked just fine and started looking forward to doing it again. That lead me to a hitchhiking experience throughout Ireland and later on, around Europe. I am now trying to get back to it here in Brazil and have already done it once with my brothers.

Are you still unsure whether or not you should hitchhike? Read this post from Hitch-Hikers’s handbook

What about you? Would you pick up someone as a driver? Or would you rather be a hitchhiker?

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Como eu comi minha primeira paella, na Espanha …

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Ok, vou contar para vocês a história de como comi paella pela primeira vez. Calma, não será uma história do tipo “How I met your mother”, não vou prender vocês aqui por 9 temporadas para descobrirem o que aconteceu, mas preciso contar uma pequena história antes.

Por que paella?

Sou apaixonado por comida. Amo experimentar diferentes tipos, especialmente quando estou viajando. Então, minha busca por uma deliciosa paella começou quando viajei para Madrid com meu amigo Marco. E a primeira coisa que eu disse a ele foi: eu quero comer paella pela primeira vez e tem que ser na Espanha.

Paella de frutos do mar

Paella de frutos do mar

O Marco tem um gosto bem seletivo quando se trata de comida e existem poucas coisas que ele topa experimentar. Assim, eu sabia que seria um desafio. Segundo, a gente não sabia onde poderíamos comer. Se a gente fosse experimentá-la, teria que ser em algum lugar bom. E por último, mas não menos importante, a gente não tinha muito dinheiro. Grande desafio!

Enquanto andávamos por Madrid, tivemos a chance de ver suculentas paellas expostas nos restaurantes, mas uma vez que encontraríamos um espanhol amigo do Marco, decidimos que o melhor seria esperar e perguntar a ele por um bom lugar onde poderíamos comer. E quando encontramos Jose Maria, ficamos um pouco desapontados. Ele nos disse que seria difícil encontrar uma deliciosa e tradicional paella pelas cidades que passaríamos. A maioria dos restaurantes prepara paellas congeladas, e nós queríamos provar uma tipica, caseira ou recém preparada. Com isso na cabeça, não comemos paella em Madrid, nem em Bilbao, Santander e San Sebastian.

Nós tínhamos destinos diferentes depois de San Sebastian e eu viajei sozinho para Barcelona. Estava determinado a encontrar o lugar perfeito para comer paella. Infelizmente, passei 4 dias em Barcelona, cercado por turcos e italianos, e não tive a chance de conversar com algum espanhol que me indicasse um bom lugar para eu comer. Assim, deixei Barcelona um pouco chateado, pois passaria apenas mais um dia e meio na Espanha e não sabia se teria tempo suficiente para comer paella.

Zaragoça: última parada na Espanha, última chance de comer paella

Estava muito quente e quase na hora do almoço quando cheguei em Zaragoça, onde eu iria “surfar” sozinho pela primeira vez. E eu já estava com um pouco de fome desde que peguei o ônibus para a casa da minha anfitriã. Chegando lá, ela me apresentou a uma de suas amigas e me disse que outra viria mais tarde. Assim que fomos apresentados, ela me disse algo que me lembrarei pra sempre: “Hector, eu não sei se você gosta disso, mais eu preparei uma paella pra gente. Está muito quente hoje, então eu gostaria de ficar aqui, comer paella e beber vinho. Se você não se importar … “

Ela tinha feito paella!!! Uma paella!! Dá pra acreditar nisso?? Eu procurei por uma paella por quase duas semanas por diversas cidades na Espanha. Eu sonhei em comer uma paella e na última cidade, minha anfitriã me oferece uma feita em casa. Nem preciso dizer que estava deliciosa e eu fiquei muito contente e agradecido pelo o que ela havia feito.

As amigas dela foram muito simpáticas e acabamos indo para uma festa cheia de gente na cobertura de um prédio. Mas a festa e como eu experimentei as famosas tapas espanholas pela primeira vez, poderiam ser descritas em outro post.

Com minha anfitriã e sua amiga em Zaragoça (Espanha).

Com minha anfitriã e sua amiga em Zaragoça (Espanha).

Essa experiência me fez começar a pensar como certas coisas acontecem por algum motivo. Fica dificil de acreditar em sorte, pois quando você coloca algo na sua cabeça e empenha sua energia nisso, o destino acaba te guiando para seus objetivos, colocando pessoas que podem te ajudar no seu caminho. Essa foi a primeira de uma série de coisas que aconteceram enquanto eu estava viajando, que me surpreenderam de uma maneira incrível.

E você? Tem alguma experiência interessante ao provar uma comida diferente enquanto viajava?

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How I ate my first Paella, in Spain

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Okay, I’m gonna tell you the story of how I ate my first paella. Wait, this isn’t a “How I met your mother” story, I won’t keep you guys here for 9 seasons to know how it happened, but I gotta tell you a short story first.

Why paella?

I’m a foodie. I love eating. I love trying different types of food, especially when I’m travelling. Thus, my search for a delicious paella started when I flew to Madrid with my friend Marco. First thing I tell Marco: I wanted to try paella for the first time and it has to be in Spain.

Seafood paella

Seafood paella

Marco has a very selective taste and there are not many things that he’s up to when it comes to food. So I knew that it’d be a challenge. Secondly, we didn’t know where we could eat it. If we were going to try it, it had to be a good one. Last but not least, we didn’t have a lot of money. Big challenge!

When we were walking around Madrid we had the chance to see a lot of mouth-watering paellas, but once we were going to meet a Spanish friend of Marco, we decided it would be smart to wait and ask him for a good spot to try it. When we met Jose Maria we got a bit disappointed.  He told us that it would be difficult to find a really good and traditional paella in the places that we were going to. Plenty of restaurants cook frozen paellas, and we wanted to try a typical, homemade or freshly prepared one. Keeping it in mind, we didn’t try it in Madrid, nor in Bilbao, Santander and San Sebastian.

Marco and I had different destinations after San Sebastian and I flew to Barcelona alone. I was determined to find a place to eat paella. Unfortunately, I spent four days in Barcelona, surrounded by Turkish and Italian, and didn’t have the chance to talk to a nice Spanish to ask for a good place to try it. I was leaving Barcelona a bit upset, as I would spend only one more day and a half in Spain and didn’t know if I would have time to eat paella anymore.

Zaragoza: last destination in Spain, last chance to try a paella

So I arrived in a boiling Zaragoza, where I’d be couchsurfing for the first time alone, and it was about lunch time. So I was a bit hungry when I took the bus to my host’s house. As I arrived at her place, she introduced me to her friend and told me that another friend would come by as well. And as soon as we were introduced, she says something I will always remember: “Hector, I don’t know if you like it, but I’ve cooked a paella for us. It’s boiling outside so I’d like to stay here, eat a paella and drink wine. If you don’t mind …”

She had cooked a paella!!! A paella!! Can you believe it??? I had been searching for a paella for almost two weeks through a few cities in Spain, I dreamt about eating paella and in the last city, my host offered me a homemade one. It was just amazing. No need to tell that it was delicious and I was very happy and thankful for what she had done.

Her friends were great too and we ended up in a party in the roof of a building, with a lotta people there. But the party and how I tried Spanish Tapas for the first time could be described in post.

With my host and her friend in Zaragoza (Spain).

With my host and her friend in Zaragoza (Spain).

This experience made me start thinking about how certain things happens for a reason. It’s hard to believe in luck, but once you put your though and your energy into something, destiny leads you to your goals and put people on your way to help you out. It was the first of a series of things that happened while I was travelling and surprised me in an amazing way.

Do you have any interesting stories about when you ate something abroad?

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What do I travel for?

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When I came back to Brazil, after one year living in Dublin and after a long trip around Europe, among so many different questions that both my family and friends have made, there has been one that I was asked more frequently.

What was your favourite place?

I often answer this question as people would like to hear it. They want to know how it’s like smoking marijuana in Netherlands, they want to know how it’s like drinking beer in Germany, drinking wine and eating cheese in France, they want to know about the monuments, about the Big Ben, the Eiffel Tower, the Brandenburg Gate and many other things. But I gotta tell you the truth, these aren’t the things that I’ve most enjoyed while travelling. And I will tell you now what these things are.

The plan

As all of you guys, it started with the planning. Ah, the planning. It can be the most enjoyable part of your trip. Searching for places to visit, getting lost in many pictures, articles, blogs and all sort of stuff. So, in my case, my plan was to not have a plan. What? Are you nuts?

Yeah, but not completely. I knew that there were too many places that I wanted to visit and I didn’t have time or money (that will be another post) to see all of them. So I’ve decided that the most important for me, weren’t the places, the cities themselves, but people. I wanted to get to know people, to have a glimpse at their culture, at their habits, at their day-to-day life. So I booked three flights: Dublin (Ireland) to Eindhoven (Netherlands); Pula (Croatia) to Paris (France); Paris (France) to Dublin (Ireland); I had a route and not a single bus/train ticket, or a hotel/hostel/B&B booked. My plan was to hitchhike and couchsurf throughout Europe, that would give me the chance to do what I wanted: to meet people.

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So if I tell the truth when people ask me about what was my favourite place, it’s difficult to choose one, among being hosted by a couple in the middle of nowhere close to Cork (Ireland), drinking beers and talking non-stop over the night; sharing meals and day-to-day errands with my host in Amsterdam (Netherlands), one of the nicest guys I’ve ever met ; being invited to a neighbourhood/community party/dinner in Bradford (UK) by my lovely host; listening to different stories while hitchhiking; getting dropped in places further than my drives were going, just because they were enjoying the conversations; and so many other things. But I think that my favourite one, and the one that’s been proven to have being a good choice, was to avoid the biggest city in France and going to the third one instead.

Why? People.

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So, what do you travel for? What do you enjoy more about travelling? People? Nature? Shopping? Food? Relaxing time? I’d like to know more.

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