A estadia do caos, um museu único em Saint-Romain-au-Mont-d’Or

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Se um dia você estiver passando por Saint-Romain-au-Mont-d’Or provavelmente vai achar que é apenas mais um daqueles pequenos e belos vilarejos franceses. Suas ruas estreitas, restaurantes aconchegantes e belos casarões antigos feito de pedras com cores douradas te darão essa impressão.
Mas uma hora ou outra você verá alguma parte da Estadia do Caos (Demeure du Chaos), um museu de arte contemporânea com mais de 3500 obras de arte, e perceberá que esse pequeno vilarejo nas montanhas próximas à Lyon não é nada comum.

Bem vindo a Estadia do Caos!

O museu foi criado por Thierry Ehrmann na sua própria casa em 1999, de acordo com o site do museu.

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A Estadia do Caos celebra 14 anos de luta e resistência.

Ele convidou artistas pra trabalhar com ele in-loco, assim poderia compartilhar ideias e criar arte que se conecta com diferentes países e culturas. Desde sua criação, os habitantes do vilarejo em conjunto com o conselho da cidade tentam fechar o museu de Ehrmann. Sua batalha com o conselho chegou ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, onde o caso está sendo analisado.

Você é livre?

Entendo os moradores que são contra o museu, mas não tem como não admitir que é um museu único e seria triste vê-lo fechado e voltando a ser um casarão antigo, comum e sem graça. Sua artes carregadas de significados politicos nos fazem parar e refletir sobre problemas atuais em nossa sociedade e governos.

Caso você queira entender um pouco mais sobre o caso, eu recomendaria dar uma olhada nesse artigo (em inglês) do Wall Street Journal. Se você quiser ajudar Ehrmann na sua luta contra o conselho da cidade, você pode mostrar o seu suporte assinando essa petição here. Eu já assinei.

O que você achou desse museu? Já encontrou algum museu diferente e único em outro lugar do mundo?

A enseada de Marselha, Cassis e La Ciotat: uma das mais belas áreas de natureza da França

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Nos últimos dias de Maio caimos na estrada em direção ao sul da França. Era o só começo do verão e a gente queria aproveitá-lo ao máximo.

Marselha

O belo porto antigo de Marselha.

O belo porto antigo de Marselha.

A segunda maior cidade da França e capital da Petanca e do Pastis, Marselha é uma bela cidade localizada a pouco mais de 300 km ao sul de Lyon. Foi historicamente o centro de troca mais importante da região que funcionou com um grande porto de trocas para o Império Francês.
Hoje em dia, parece ter uma má reputação (ouvi isso de franceses) quanto a segurança. Nós passamos um dia lá andando pela cidade e francamente não vi nada ruim. Acho que como em qualquer cidade, você só precisa ter alguns cuidados, sem necessidade de paranóia.
Visitamos o porto antigo, o MuCEM (um museu impresionante que vale a pena conhecer e com entrada gratuita.), a catedral de Marselha e também subimos até a bela Basilica Notre Dame de la Garde.

A enseada

A primeira vista aberta da enseada de sugiton e sua pequena praia.

A primeira vista aberta da enseada de sugiton e sua pequena praia.

Depois de uma boa noite de descanso, fomos explorar a bela enseada da região. Começando por Marselha ela se extende por 20 km, passando por Cassis até La Ciotat.

Mapa da enseada entre Marselha e La Ciotat.

Mapa da enseada entre Marselha e La Ciotat.

Começamos pela enseada de Sugiton que pode ser facilmente alcançada a partir do campus da universidade de Luminy. A trilha é fácil e você não levará mais de uma hora pra chegar até uma pequena praia entre as montanhas. Algumas partes da trilha são “asfaltadas”, então você encontrará muitas familias fazendo a trilha com seus filhos.

Depois de alcançar a praia, voltamos a trilha e de lá você encontrará uma outra trilha que segue até a enseada de Morgiou. Em certo ponto da trilha você encontrá placas para um mirante no topo da montanha. Paramos lá para apreciar a vista e ela é impressionante.

Após esse mirante você pode voltar à trilha e seguir o caminho inteiro até chegar a outra pequena praia. É uma caminhada longa e como estávamos um pouco cansado e ainda tínhamos que voltar até onde tinhamos deixado nosso carro estacionado próximo a Universidade, decidimos não fazer a trilha. Mas acho que vale muita a pena caso você tenha tempo.

De lá, caimos na estrada novamente seguindo até a enseada de Sormiou. Chegando lá você encontrará um estaciomento, que é o ínicio da trilha. O caminho é longo e todo asfaltando, e nós decidimos parar em um ponto onde tinhamos uma bela vista para curtir o pôr do sol.

Bela vista da enseada de Sormiou.

Bela vista da enseada de Sormiou.

La ciotat, Cassis and Rota dos Picos (Route des Crêtes)

A nossa base era o pequeno vilarejo de Ceyreste, pois estávamos dormindo no Camping de Ceyreste.
O vilarejo é bem pequeno e ficamos muito felizes ao descobrir que o único restaurante aberto na hora que voltamos pra dormir era uma bela pizzaria.

Cogumelos, presunto e queijo. Estava maravilhosa

Cogumelos, presunto e queijo. Estava maravilhosa!

Tiramos o dia seguinte para visitar as pequenas cidades de La Ciotat e Cassis. São duas cidades legais na costa, onde relaxamos após um dia cansativo explorando boa parte das enseadas.
Mas a melhor coisa dessas cidade é uma das estradas entre elas. A rota dos picos tem vistas cinematográficas e cruza o belo Parc Naturel Régional des Ballons des Vosges.

Em Cassis, pulamos fora dos restaurantes turísticos próximos ao porto antigo e andamos por ruas estreitas na direção contrária do porto, para encontrar o restaurante Le Bonapart, onde almoçamos peixe fresco. Almoço maravilhoso e mais baratos que os restaurantes turísticos.

Uma vez no sul da França, faça como os sulistas e beba pastis (um licor aromatizado com anis originário na França, tipicamente contendo 40–45% de graduação alcoólica).

Uma vez no sul da França, faça como os sulistas e beba pastis (um licor aromatizado com anis originário na França, tipicamente contendo 40–45% de graduação alcoólica).

Depois do almoço curtimos a tarde na praia da baía de Cassis.

E depois disso tudo chegou a hora de cair na estrada de novo, mas dessa vez de volta a Lyon.

No caminho de volta à Lyon.

No caminho de volta à Lyon.

Espero que possa ter ajudado caso você esteja planejando passar um tempo no sul da França.

Clique nessa foto para ver mais fotos dessa área

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Pegando carona pela primeira vez

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Eu sei o que a maioria das pessoas pensa sobre pedir carona: “Eu não daria carona para um estranho, ele pode tentar me roubar ou até me matar!!!” ou “Eu nunca entraria no carro de um estranho. Talvez eles parem só pra me roubar, ou pra me levar pra um lugar estranho e me matar!!!”. Ok, eu não te culpo se você pensa dessa maneira, nós vivemos numa sociedade que tenta nos assustar o tempo inteiro. Mas eu prefiro pensar que nem todo mundo nesse mundo é uma pessoa periogosa e que existe uma grande maioria de pessoas boas por aí.

Assim eu comecei a ler mais sobre hitchhiking e conversar com pessoas que já haviam feito isso. E quanto mais eu lia e conversava, mais crescia a vontade de fazer. Eu não queria ficar amarrado a horários de ônibus/trens/vôos, eu precisava ter a liberdade de decidir onde e quando eu iria seguir em frente. Eu queria ter histórias pra contar, eu queria ouvir histórias de outras pessoas e pegar carona me propiciaria isso. Imagine isso, você senta no carro e tem apenas algumas horas, talvez até menos que isso e talvez você nunca mais veja essa pessoa. E você pensa: por quê ele me deu carona? Por quê estão indo pra lá? De onde vem? (Globo Repórter feelings rs)

Pegando carona no Reino Unido

Com viagem marcada pro Reino Unido, pensei que seria uma boa oportunidade pra tentar pegar carona pela primeira vez. Infelizmente, seria uma viagem curta e com muitas paradas, então eu planejei pedir carona apenas um dia, pra ver como seria. Existe um ótimo ponto para isso em Sheffield, onde eu apenas pegaria pessoas dirigindo para Manchester e decidi que aquele era o lugar perfeito pra começar.
Eu estava couchsurfing “surfando” em Sheffield e minha anfitriã me surpreendeu dizendo que o “ponto perfeito” que eu tinha visto no hitchwiki era próximo a casa dela e que poderiamos ir andando para lá. Coincidência? Um belo de um começo, isso sim. Ellie caminhou comigo até o “ponto” e lá estava eu, placa pronta, dedão pra cima, animado por estar ali, e com um pouco de medo também.
Depois de uns minutos, alguns carros passaram e a maioria deles acenava ou retornava o sinal de positivo. Especialmente quando você já está esperando um bom tempo, esse contato com os motoristas ajuda bastante, pois te faz imaginar qual será o próximo que irá acenar e realmente parar.
Mas não foi dessa vez que tive que esperar muito, e depois de exatos 9 minutos um carro parou. Will estava dirigindo um Volkswagen azul a me disse que não iria para Manchester, mas que poderia me deixar bem próximo de lá. Nascido no País de Gales, estava voltando pra casa após passar alguns dias com sua namorada, que mora em Sheffield. Enquanto ele dirigia pelo “Snake Pass” completamente pintado de branco pela neve, me disse que costumava pedir carona quando era mais novo, e por isso, hoje tenta ajudar sempre que possível. Conversamos bastante e depois de um tempo descobrimos que ambos fomos programadores um dia (naquela época eu trabalhava na cozinha de um restaurante e ele fazia diversos trabalhos, e estava estudando HTML5 pra poder voltar pra area de TI.).

"Caminho da cobra", de Sheffield até Manchester

“Caminho da cobra”, de Sheffield até Manchester

Ele me deixou ainda mais perto de Manchester do que eu imaginava (só precisei andar por 15 minutos e estava no centro da cidade) e voltou pra sua rota original. Fiquei muito feliz que minha primeira tentativa tinha dado certo e fiquei ansioso pra fazer issso de novo. Isso me levou a uma ótima experiência pedindo carona pela Irlanda e depois ao redor da Europa. Estou agora tentando fazer isso aqui no Brasil e já consegui uma vez, acompanhado dos meus dois irmãos.

Ainda na dúvida se deveria pegar carona ou não? Leia esse post do Hitch-Hikers’s handbook [Inglês]

 

E você? Daria carona para alguém? Ou preferiria pegar uma carona?

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